O novo ciclo do mercado e o impacto no setor imobiliário

As principais tendências e indicadores para Construtoras e Incorporadoras a partir de agora

Depois do pico da crise causada pela pandemia, o mercado imobiliário voltou a dar sinais de recuperação. Segundo a mais recente publicação do indicador ABRAINC-Fipe, da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias, entre janeiro e maio de 2021, as vendas de imóveis tiveram crescimento de 23,7% quando comparado ao mesmo período do ano passado.

Além disso, em relação ao número de unidades vendidas, o primeiro trimestre de 2021 já foi o melhor dos últimos cinco anos. O que isso significa? Que o mercado entrou em um novo ciclo, com novas oportunidades. Sai na frente quem melhor conseguir se adaptar a esses diferentes cenários. 

No artigo abaixo, você vai conferir como estão os mais recentes indicadores do setor e as principais tendências que devem balizar as estratégias de mercado para as Construtoras e Incorporadoras a partir de agora.

Juros baixos

Mesmo com a alta da Taxa Selic, atualmente em 5,25%, os juros do financiamento habitacional permanecem entre os patamares mais baixos da história. Segundo pesquisa do jornal Valor, a demanda pela aquisição de imóveis está em seu melhor momento desde o começo da pandemia. Isso porque as famílias que estavam adiando a decisão de compra durante a crise de saúde voltaram a ganhar confiança, o que elevou o volume de vendas em 2021.

Outro destaque é que o investimento em imóveis continua sendo mais rentável do que os rendimentos atrelados à Selic. Para representantes de Incorporadoras e Construtoras, o ciclo de alta da taxa básica de juros não deve influenciar expressivamente o mercado imobiliário até o patamar de 6% ao ano.

Pandemia muda relação com a residência

A disseminação do home office e o distanciamento social imposto pela condição de pandemia mudou a relação com a moradia e despertou o desejo do brasileiro de se mudar para residências maiores e mais confortáveis. Com isso, a busca por esses imóveis em Incorporadoras e Construtoras é uma das tendências. 

Segundo pesquisa da Imovelweb, entre aqueles que buscam comprar um imóvel, 40% procuram um local com melhor localização e 31% um imóvel maior. Apenas 8% estavam interessados em uma residência menor. O home office pareceu que veio mesmo para ficar: condomínios de luxo que oferecem espaços compartilhados de trabalho, os famosos coworkings, também passaram a ser mais procurados.

Programa Casa Verde Amarela

De acordo com o indicador Abrainc-Fipe, o Programa Casa Verde e Amarela do governo federal, voltado para famílias com renda mensal de até R$ 7 mil, foi responsável por 83% das vendas de imóveis residenciais entre maio de 2020 e maio de 2021.

Além do mais, após o mercado imobiliário pressionar pelo aumento do teto de financiamento dos imóveis do programa habitacional, o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) informou que estuda corrigir os valores. O programa também foi incluído como prioridade na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2022 e deve continuar com os investimentos.

Imóveis de médio e alto padrão

Entre maio de 2020 e maio de 2021, os imóveis de médio e alto padrão representaram 16,2% das vendas de moradia no Brasil. Considerando o primeiro trimestre de 2021, a média mensal de unidades vendidas passou por aumento de 44% em relação ao mesmo período de 2020 e 9,6% considerando os últimos 12 meses. Além disso, as vendas realizadas entre maio de 2020 e maio de 2021 já ultrapassaram os patamares de 2018.

Mas o que todos esses números querem dizer? Especialmente o mercado de luxo não sofreu fortes impactos com a atual crise. Com juros baixos e dólar alto, as famílias brasileiras com mais renda estão optando por se mudar para residências maiores e também investindo na aquisição de imóveis.

Imóveis para universitários

Mesmo com a evasão causada pelo período pandêmico, o Brasil possui 6,3 milhões de estudantes no ensino superior presencial (Abres, 2020). Com o aprimoramento da vacinação contra a Covid-19 e a volta das aulas, outra tendência que deve se intensificar é a busca de imóveis por universitários. 

Visto que os programas habitacionais, como o Casa Verde Amarela, são voltados para famílias, apartamentos menores próximos aos centros estudantis voltam à mira dos investidores. Segundo o IBGE, 29% dos alunos matriculados no ensino superior são de outras cidades e se mudam para estudar, sendo uma grande oportunidade para Construtoras e Incorporadoras que atuam com esse tipo de construção.

Construções verdes

A sustentabilidade nunca esteve tão em alta e é uma das apostas para os próximos anos no mercado imobiliário, tanto para residências, como para corporações. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), de cada cinco reais emprestados pelas instituições financeiras para empresas no ano passado, mais de um real foi direcionado para a chamada “economia verde”.

Medidas como valorização da iluminação natural, espaços verdes, conforto térmico e materiais ecologicamente corretos, além de economia de água e energia, possuem forte apelo entre os consumidores e investidores. Conforme o Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio de Janeiro (Creci-RJ), construções com medidas sustentáveis possuem valorização de até 30% após a entrega.

Como potencializar as oportunidades e diminuir os riscos?

Apesar das tendências positivas, é natural que os dirigentes de Incorporadoras e Construtoras estejam desconfiados em relação às perspectivas futuras para o mercado. Por isso, é preciso que os negócios considerem ações para se diferenciarem frente à concorrência. Uma das formas para se diminuir riscos é ampliar a presença online e buscar novos potenciais clientes.
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